Cultura da Convergência

Padrão

Henry Jenkins, em seu livo: “ Cultura da Convergência”,  se refere à convergência como sendo um fluxo de conteúdo através de múltiplos suportes e mercados multimidiáticos, o publico possuí um comportamento migratório, em busca de novas formas de entretenimento.

Com o advento da internet e consequentemente a criação de novos meios múltiplos de comunicação o consumidor midiático, que antes era um receptor passivo, agora, passa a interagir, produzir conteúdos para o sistema de comunicação.

O letramento midiático que faz com que as pessoas criem novos meios de se comunicar  e está ligado à internet  que possibilita que essas pessoas re-elaborem as formas como as informações  são recebidas e a própria circulação do conteúdo.

É o que acontece por exemplo no site do youtube, onde vários videos acabam se tornando virais, e ganham várias versões. Quem nunca ouviu falar ou assistiu um filme chamado “A Queda”, onde Hitler prestes a ser derrotado discute com membros de seu partido. Este video circula na rede com várias versões: Hitler comentando o final de lost, cantando Gangnam, falando sobre os vampiros purpurina digo, crepúsculo, entre outros.

Nós também fizemos uma versão para esse video (que pode ser conferido no post abaixo).

Até a próxima.

Hitler reage ao Sutura!

Padrão

Olá! Nossa mais recente atividade foi retrabalhar um viral da internet. Por isso, escolhemos fazer uma outra versão do meme “Hitler Reacts”, cuja cena foi retirada do filme “Der Untergang” (Oliver Hirschbiegel, 2005).

Já as legendas foram baseadas nas reações e primeiras opiniões do público durante a exposição do Sutura, nosso projeto multidisciplinar de quarto semestre, que consiste num híbrido entre curta metragem interativo e escape game. Ele retrata a aterrorizante relação entre uma garota e seus pesadelos, estabelecida entre a linha tênue que distingue a fantasia da realidade. Além da exibição física, o projeto será posteriormente lançado na internet.

Sem mais delongas, aqui está o vídeo:

O que acharam? Deixem suas opiniões aqui nos comentários.
E visitem também a página do Sutura no Facebook: http://www.facebook.com/projetosutura

Até a próxima!

Sobre affordances e bolinhas

Padrão

Bom dia! Hoje o assunto do blog é: affordances. E você sabe o que é isso?

É a propriedade que um objeto possui, a sua funcionalidade, e a sua relação com a pessoa que irá utilizá-lo, o que ela poderá fazer com ele.  Um exemplo bem didático: almofadas. 

Elas foram criadas para enfeitar os sofás, deixá-los mais coloridos. Mas com certeza ela tem muitas utilidades que o seu próprio criador não imaginava, como por exemplo servir de assento quando vamos nos sentar no chão frio, ou servir de travesseiro quando vamos tirar aquela soneca marota depois do almoço. Ou até de arma muito potente para acordar seu irmão enquanto ele está cochilando. Esses são as affordances da almofada! Rs

Esse termo veio da psicologia, mas é totalmente aplicável a qualquer área (e objeto) existente. Inclusive nos games! Estava pensando em um exemplo bem criativo de affordances nos games, e então lembrei de um tipo específico de game que se utiliza somente deles para ser solucionado. Sabe aqueles jogos onde você precisa montar um caminho para a bolinha chegar no destino final? Ele te oferece várias ferramentas, mas é você quem as organiza e monta o seu próprio caminho?

http://www.jogos360.uol.com.br/ramps.html

Esse acima é um típico jogo desses. Ele te oferece alguns tipos de rampas, mas é você quem vai organizá-las no espaço disponível pra fazer a bolinha cair no baldinho. Se você não construir direito, ela cai na líquido colorido e você começa de novo a fase. A cada movimento você pode testar a sua composição para ver se está dando certo. As possibilidades de resolução das fases são inúmeras, pois quem escolhe (e cria) affordances para as rampinhas é o jogador, sendo que algumas affordances nunca foram imaginadas pelo criador do jogo. Elas podem servir de passagem para a bolinha, de intensificador de velocidade, de suporte para o movimento, e mais um monte de funções que o jogador irá inventar.

Entenderam? 🙂

É engraçado pensar que o conceito é bem conhecido pelos jogadores, mas inconscientemente e sem denominações! rs

Por hoje é isso pessoal, vou-me indo!

#calu

———————–

FONTES 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Affordance

http://spmaltez.wordpress.com/2011/10/12/ensaio-n%C2%BA1-%E2%80%9Canalise-de-boas-e-mas-affordances-em-objetos-do-dia-a-dia%E2%80%9D/

Análise dos jogos de La Molleindustria: Vamos à luta, filhos da… pátria!

Padrão

Olá, amigos! Vamos prosseguir com a nossa conversa multimidiática. A discussão de hoje será de bastante interesse para aqueles que gostam de games online, já que a internet traz um espaço para jogos mais compactos e, em geral, se mantém aberta para ideias de caráter crítico e experimental.

Para quem ainda não conhece, recomendo que visite La Molleindustria e explore suas produções. Trata-se de um web site italiano de uma equipe que desenvolve jogos independentes, cujos temas principais são críticas aos modelos políticos, empresarias e ideológicos impostos em escala global à sociedade contemporânea, sem qualquer restrição cultural ou nacional. Seu objetivo é provocar o interator, através da introdução de questões complexas atuais em projetos de fácil jogabilidade e interface colorida e atraente (resta a pergunta: por didatismo ou ironia?). Nesta postagem, será feita a análise de Unmanned, sua mais recente produção.

 Visite La Molleindustria…: http://www.molleindustria.org/

…e jogue Unmanned! É melhor jogar agora, porque a análise contém vários spoilers: http://unmanned.molleindustria.org/

Neste jogo, assumimos o papel de um soldado, com o físico perfeito do herói americano, que, para combater terroristas, opera um veículo aéreo não tripulado à distância. A tecnologia de guerra de seu país de origem, mais avançada do que a de seus oponentes, possibilita que ele e seus colegas realizem suas missões sem sair do solo estadunidense.

O jogo é composto por duas telas, com uma tarefa cada, que mudam por nível e de resolução simultânea. Ganhamos uma medalha por missão bem sucedida. E aqui entra, em minha opinião, o mais notável de toda a experiência: apesar destes formatos “militares” de demanda de atenção e recompensa, as missões são completamente triviais: fumar um cigarro, conversar com a esposa ao telefone, paquerar a colega de trabalho, ganhar do filho no videogame, acertar a letra da música…

Em nenhum momento devemos entrar armados num campo de batalha e combater o exército inimigo para vencer a guerra. Apenas duas missões – seguir e atacar o alvo à distância – sugerem uma atividade bélica, porém a narrativa ainda desperta muitos questionamentos. Será que aquele alvo é, de fato, um inimigo, e não um homem, uma mulher, uma criança em seu cotidiano? Que evidências comprovam que os superiores de nosso personagem estavam certos ao dar o comando de ataque? E, caso fosse uma embate presencial, será que os soldados à distância seriam os vitoriosos? Com exceção da missão de fazer a barba, nosso “herói” sequer corre o risco de se machucar.

Outro momento especialmente interessante de se observar é o nível em que o protagonista joga videogame com seu filho: percebemos como os valores de “machos guerreiros” são passados de geração para geração, mesmo que as missões do pai não exijam nenhuma bravura real dele. Há um relato da crise do modelo de herói clássico americano, aqui representado como sem coragem ou mente própria – não tripulado, unmanned, por assim dizer – que tem, inclusive, pesadelos com os civis do país inimigo.

Mas o que ainda propaga esta ideia cultural? O que faz com que nosso herói, seu filho e tantos outros homens da vida real ainda sintam acentuado o espírito guerreiro, se só precisam cumprir missões irrelevantes? E aqui entra outra crítica genial da Molleindustria, metalinguística no caso específico de Unmanned: A resposta é a imersão dos games de luta/combate, que reforçam esta ideia para o jogador, é claro!

Na verdade, esta técnica é tão bem sucedida que é a forma mais utilizada pelos Estados Unidos tem para recrutar jovens nos últimos tempos. A mesma tática foi aproveitada, inclusive, em uma campanha brasileira de alistamento há alguns anos atrás.

Comentário em off: Procurei loucamente pelo vídeo desta campanha para postar aqui, mas não encontrei. Se alguém tiver e postar nos comentários, ganhará um beijo na testa.  🙂

De acordo com uma manchete da Revista Época, de 2009:

No corpo da mesma notícia: “(…) o centro vem fazendo sucesso, e já recrutou 33 soldados em tempo integral e cinco reservas desde que foi inaugurado, a mesma quantidade que os cinco centros de alistamento que substituiu conseguiram no mesmo espaço de tempo.”

Outras manchetes de outros sites também apontam para o uso de games no exército:

“Exercito americano gasta mais de 30 milhões de dólares com vídeo game de recrutamento”

“Exército norte-americano será treinado com simulador que usa a CryEngine 3”

“Exército americano tentou comprar consoles da Microsoft para treinamento”

Além de tantos games do gênero já consolidados na vida real, e até mesmo satirizados em Unmanned (“Duty Call 2”), se destaca o America’s Army, jogo encomendado pelo exército, cujo objetivo também é despertar o interesse dos jovens pelas forças armadas dos EUA. Seu êxito é tão notável que ele conta com constantes atualizações, novas versões e mais de 76 mil curtidas no Facebook.

O método de America’s Army é o mais realista possível, já que os novos jogadores passam por treinamento e só enfrentam missões se possuem bom desempenho na primeira etapa. Ao concordar com os termos, o jogador permite que os dados por ele gerados se tornem propriedade do exército americano, que os utiliza para verificar com que armamentos os jogadores estão mais familiarizados, sem falar que a fase de treinamento também detecta os pontos fortes e fracos do jogador. Há, inclusive, boatos de que aqueles com a maior pontuação podem receber um convite real para integrar o exército americano.

Logicamente, este jogo não deixou de despertar controvérsias, sendo a principal crítica de seus opositores a de que ele banaliza a guerra. Entre outros casos de protesto, dentro do próprio jogo, o professor Dr. Joseph DeLappe digita enquanto joga os nomes de todos os soldados mortos no Iraque desde 2003.

Neste caso, o game Unmanned se apropriou do fervor destas discussões para realizar uma crítica à altura, que leva o jogador a refletir tanto sobre os valores decadentes do heroísmo na guerra, quanto sobre o propósito de uma guerra injusta, à distância e tecnologicamente desigual. Afinal, devemos sempre nos lembrar dos casos de Hiroshima e Nagasaki, em uma era que países brigam para obter a tecnologia da Bomba Atômica, da Bomba H e de outras armas nucleares que ainda estão por vir.

Finalizo aqui com a imagem à Sadako Sasaki, vítima da bomba de Hiroshima e, consequentemente, da leucemia, que nem em seus últimos dias desistiu da esperança da cura e da paz.

Beijos, abraços e até a próxima postagem!

Rava

Fontes – Todas acessadas em 27/10/2012

Notícias:

<http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI21277-15227,00-EXERCITO+DOS+EUA+RECRUTA+JOVENS+COM+VIDEOGAME.html>.

<http://www.tecmundo.com.br/video-game/17015-exercito-norte-americano-sera-treinado-com-simulador-que-usa-a-cryengine-3.htm#ixzz2AXo2q6Oz>

<http://outerspace.terra.com.br/?dir=noticias&arquivo=viewer&cod_noticia=23484&noticia=exercito_americano_tentou_comprar_consoles_da_microsoft_para_treinamento8207>.

America’s Army – Site Oficial:

http://www.americasarmy.com/

ComoTudoFunciona – America’s Army:

http://eletronicos.hsw.uol.com.br/americas-army.htm

Imagem de Sadako Sasaki:

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3e/Sadako_Sasaki_2008_01.JPG

Video Mapping

Padrão

Ter o semestre dedicado às atividades multimídiáticas traz muita novidade para o nosso repertório. Nas últimas aulas de edição eu fui surpreendida com um conceito que eu nunca tinha ouvido falar: video mapping. A ideia é relativamente simples – projetar imagens em superfícies – mas todo o resto é extremamente trabalhoso.

Para mapear o local basta tirar uma foto dele. Jogar no computador e no after effects (um daqueles programas de computador que fazem milagres) fazer a sequência de animação que desejar. Depois é “só” projetar sobre a superfície – um carro, um prédio… É sensacional entrar na fantasia de que o prédio está caindo, o carro está mudando de cor…

E aqui vai um vídeo bem bacana que o pessoal do filme O Turista fez para divulgá-lo numa festa em Dallas. Desconsiderem os trailers e os cartazes, ok?! O importante é observar tudo o que acontece com o prédio. Se por acaso interessar, vou colocar mais alguns links (inclusive um que ocorreu aqui no Brasil, no Cristo Redentor lá no Rio)!

Video Mapping O Turista: http://www.youtube.com/watch?v=XSR0Xady02o&feature=related

Video Mapping do Audi 1: http://www.youtube.com/watch?v=kyIKNc3XvG0

Video Mapping Cristo Redentor: http://www.youtube.com/watch?v=XbZsIitzpKk&feature=fvwrel

Video Mapping Casa Cor: http://www.youtube.com/watch?v=qRjpj2xSfho

Beijos!

#calu

Começando!

Padrão

Olá pessoas! aqui quem fala é a Calu, uma das integrantes (a mais bonita) desse trio de estudantes de Audiovisual. Estamos agora no meio da aula, e enquanto eu escrevo esse post, nossa segunda integrante Rava cria uma página para falar a respeito de nós. HEHE. A Palma só fica rindo (como ela mesma disse aqui e agora). Mas tudo bem, a gente ama ela mesmo assim!

Acho que é só isso por enquanto. Esse post foi mais um teste e um ponta pé inicial do que qualquer outra coisa. A qualquer momento uma de nós três aparece aqui pra contar alguma novidade!

Beijo grande!   #calu